Onde Está a Direita? O novo obscurantismo nacional
No dia 16 de setembro, o Presidente Lula pronunciou no IPEA um discurso, em que observou fato de crucial importância para quem pretende entender o que se passa no atual cenário político brasileiro. Disse o Presidente que nas eleições de 2010 não haverá candidatos de direita. Disse ainda o Presidente que esta circunstância era uma “grande conquista” para o país. E finalmente, o Presidente qualificou genericamente de “trogloditas” os candidatos de direita.
Ditas por autoridade tão conspícua, estas palavras deveriam ter suscitado algum debate mais amplo e profundo a respeito do estado de coisas na política nacional e no próprio panorama das idéias vigente no país. Porque, embora o Presidente – como sabemos – não figure entre os nossos oradores mais perspicazes, naquele discurso ele acusou, posto que inadvertidamente, uma das mais graves e lamentáveis deficiências do regime democrático brasileiro. No entanto, não se viram grandes debates, pelo menos no que tange aos grandes jornais e à grande mídia.
“Onde está a Direita?”: eis o título de uma coluna de Fernando de Barros e Silva publicada na Folha de São Paulo de 16 de outubro. É com esse título que pretendemos iniciar uma série de posts a respeito da questão, título este complementado pela opinião, que entendemos bastante fundamentada, segundo a qual, não estando a direita em lugar algum, ou pelo menos não estando ela em lugar de mínima importância, vivemos um clima de hegemonia ideológica que se pode qualificar, sem exagero, de obscurantismo.
Temos um regime constitucional, democrático, erigido sobre o Estado de Direito. Não há totalitarismo, não há ditadura, não há censura, não há repressão.
Mas sim: vivemos um novo obscurantismo.
[...] e leiam este post que marca a volta do sempre ótimo e bem escrito Contraplatitude: Onde Está a Direita? O Novo Obscurantismo Nacional. Apenas corrijo o “novo”, pois vinte anos já é um problema fora de [...]
pense bem «
outubro 22, 2009 em 7:34 am